Você sabe o que é dor crônica psicossomática?

Atualizado: 28 de set.

Alterações psicológicas como angústia, ansiedade e depressão, aumentam muito a chance de manter-se, por mais tempo, com dor. O indivíduo, “somatiza” no corpo os seus desequilíbrios emocionais e mentais e acaba aumentando sua dor. Isso é o que chamamos de dor psicossomática!

Dores crônicas que possuem causas emocionais, costumam estar vinculadas a fatos traumáticos que não foram elaborados ou que não receberam suporte adequado quando ocorridos. Normalmente costumam estar relacionadas a abuso sexual, acidentes, luto, aborto e conflitos sobre a orientação sexual.



A busca por apoio médico e psicológico é urgente, principalmente se pensarmos que a maioria desses pacientes tem o costume de recorrer aos analgésicos, antes mesmo de procurar um especialista. O uso abusivo e recorrente desses medicamentos pode oferecer inúmeros riscos à saúde, sendo totalmente desaconselhável sem orientação médica.


Isso é muito comum quando falamos de dor nas costas. Receber um diagnóstico de hérnia de disco, por exemplo, é um “atestado de incapacidade” para algumas pessoas. Para outras, que já possuem alterações psicológicas, pode ser a gota d’água que faltava para interromperem suas atividades ocupacionais e esportivas, iniciando o cliclo de dor crônica.


Se você tem dor crônica, associadas a alterações psicológicas, fique atento. Sua dor pode estar sendo ampliada pelos seus sentimentos.

Por mais que pareça difícil, não se limite a descansos na cama, e evite o máximo possível ficar longe do seu trabalho e de atividades físicas. Procure profissionais que abordem a dor psicossomática durante as sessões de terapia e que passem confiança para você recuperar sua capacidade de movimentar sem medo e com segurança. Nesse caso o tratamento com hipnose utilizará de complemento a exposição gradual aos exercícios, encorajamento e diminundo a sensibilidade observada nesses casos.


Efeitos incontestáveis


Embora as causas da dor crônica possam ser invisíveis, os prejuízos causados por ela são totalmente reais, tanto para quem a possui como para aqueles que fazem parte da sua vida cotidiana.


Pacientes que sofrem de fibromialgia e doenças autoimunes reumáticas, como artrite e artrose, costumam enfrentar as mesmas dificuldades, por sofrerem de doenças que motivam muita dor e que, aos olhos de terceiros, são praticamente invisíveis.


É importante entender que a empatia com a dor do outro é dificultada, se não há feridas visíveis.




Recursos para lidar com a dor crônica


1) Psicoterapia


O acolhimento, o alívio da sobrecarga emocional e o fortalecimento da autoestima poderão contribuir consideravelmente para o alívio da dor.


Além disso, oferece segurança contra julgamentos e promove hábitos saudáveis, que contribuirão para a qualidade de vida e melhoria da saúde (física e psíquica).


2) Acompanhamento clínico e ambulatorial


A função da dor é comunicar que algo em nosso corpo não está funcionando bem. Nesse sentido, embora exames laboratoriais e de imagem não demonstrem alterações, é fundamental que o acompanhamento médico seja contínuo, conforme o parecer do profissional. Não desista de encontrar um profissional que lhe inspire confiança.


3) Tratamento precoce


A maioria das pessoas acompanha o aumento gradativo da dor, que vai se tornando insustentável, até buscar apoio médico. É importante ressaltar que o prognóstico tende a ser o melhor quando o tratamento é iniciado nas primeiras manifestações de sintomas. O tratamento precoce reduz bruscamente os prejuízos que a dor crônica causa, sejam físicos, psíquicos, sociais ou profissionais.


4) Qualidade de vida


Diante de uma dor esmagadora como a dor crônica, as pessoas tendem a buscar soluções imediatistas. Mas é importante entender que a rotina que adotamos também tem um impacto nos resultados do tratamento. Cultive bons hábitos de sono, alimentação, faça atividades físicas e permita-se descansar.


Com tantas obrigações, o lazer costuma ser deixado de lado, mas a prática de atividades prazerosas, como idas ao cinema, ao teatro ou passeios em parques, recomendação obrigatória para todos, evita colapsos e desgastes físicos e mentais.


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